segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A Regra do 72







Vou contar um segredinho para vocês... Conhecem a regra do 72?

Bom, é uma saída rápida e fácil para se saber em quanto tempo o seu dinheiro aplicado poderá dobrar de valor...

Vou ensinar:

Se eu aplicar hoje no banco uma quantia qualquer a 9%. Quantos anos posso duplicar este valor?

Resolvendo:

72 / 9: 8 anos

Isto é, dividindo 72 pela taxa de juros da aplicação. Fácil né?

Mas esta regra não se aplica a taxas de 1% e 2%. E ele te dará um resultado estimativo. Isto é, mais ou menos 8 anos para duplicar o valor.

Como calcular fluxos de caixas anuais?





Fiquei um tempinho sem postar, mas enfim estou de volta... Tem semana que realmente, por mais que eu queira não dá... Muito trabalho, estudo... Mas hoje gostaria de ensinar a todos que acompanham meu Blog a fazer uma simples conta para descobrir fluxos de caixas futuros anuais...

Se você fosse usar a seguinte fórmula: FV: C x (1+r) n (elevado a "n" períodos) iria despender tempo, pois teria que calcular todos os fluxos usando a fórmula... Imagina um fluxo de caixa com 60 anos??? Daria muito trabalho, correto?

Bom, vamos então usar um atalho para isso... Vamos ao exemplo:

Aplicarei todos os anos em uma poupança que rende anualmente 6%, o valor de $ 10.000,00 durante 40 anos para tirar longas férias quando me aposentar...

Resolução:

Usaremos a seguinte fórmula para achar o valor que irei receber no final da aplicação.

FV: C x 1/r ((1+r)n -1)

Assim teremos:

FV: 10.000,00 x 1/0,06 ((1,06)40 - 1)
FV: 10.000,00 x 154,86
FV: $ 1.548.600,00

Assim teremos um valor a receber daqui a 40 anos de $ 1.548.600,00.

FV: Valor Futuro
C: Fluxo de caixa
r: Taxa de juros
n: Períodos

sábado, 14 de agosto de 2010

Empresas Verticais x Empresas Horizontais





Nos dias atuais, muito tem sido discutido e dito sobre a mudança de uma empresa vertical para uma empresa horizontal... Especialistas insistem em apertar a mesma tecla, quanto dizem que uma empresa horizontal pode ser muito mais criativa e trazer muito mais retorno que uma empresa verticalizada, cheia de imposições, regras e um monte de outros fatores que estamos acostumados a lidar dia a dia... 
São feitos estudos, entrevistas e uma série de análises minuciosas para se comparar os benefícios e os pontos fracos de cada empresa. Grandes empresas verticais, aos poucos vão aderindo a esta nova idéia. De fato, podemos ver uma grande mudança ocorrendo nos dias atuais. Os empregados são incentivados a desenvolver senso crítico, criativo e principalmente a trabalhar em meio à pressões, mas de forma menos impositiva que uma empresa verticalizada.

A empresa horizontal se aprimora para "receber" e "descobrir" novos talentos. Buscam formas de fidelizar essa parceria, são abertas a novas idéias, sejam elas de operários ou diretores. Outro ponto que me chama também bastante atenção é o fato de serem repassados a "todos" os empregados as diretrizes, os planos de trabalho, estratégias... Isto é, todos tem que se envolver.

Estamos entrando numa nova época, e pessoalmente não acredito que empresas verticalizadas, cheias de imposições e regras, irão fidelizar algum talento. A geração "Y" quer mais, e está na hora de mudarmos o conceito de "mão de obra" para quem sabe "parceiros". Uma empresa também é um segundo lar, é uma família, e se não tornar-se um ambiente agradável e prazeroso, irá se tornar um ambiente caótico e chato... Sabemos que um ambiente assim pode ter custos demais, então porque não melhorar isso? todos ganham... Pense nisso!!!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Analisando um Título de Risco





Hoje ensinarei a analisar um título de risco.

Suponhamos que existe no mercado um título de risco que paga $ 1000,00 se a economia estiver forte e apenas $ 500,00 se a economia estiver fraca. O índice de mercado é de 10%.

Vejamos:

Vamos descobrir a média do seu rendimento calculando assim:

1/2 $500,00 + 1/2 $ 1000,00 = $ 750,00

Isto é, este título paga em média $ 750,00, porém seu fluxo de caixa real representa risco. Então vamos calcular quanto vale hoje este título no mercado:

$ 750,00 / 1,10 = $ 681,82

Isto é, o preço do título hoje é $ 681,82. Quem quiser o título de risco deverá estar disposto a perder $ 181,82 na economia fraca ou ganhar $ 318,18 na economia forte.

Vejamos seu rendimento:

Ganho esperado / Custo

Retorno na economia forte: 1000,00 - 681,82 / 681,82 = 46,67%

Retorno na economia fraca: 500,00 - 681,82 / 681,82 = -26,67%

Assim teremos o retorno esperado do título de risco calculando:

1/2 (46,67%) + 1/2 (-26,67) = 10%

Como informado no início, o retorno do título de risco é igual à 10%.

sábado, 31 de julho de 2010

NPV ( Valor Presente Líquido )





O NPV representa o valor de um projeto em termos de dinheiro hoje. Portanto, podemos avaliar se um projeto é bom a partir do NPV positivo. Todo projeto cujo NPV seja positivo, vale a pena investir. Projetos com NPV negativo têm custo que excedem seus benefícios, e realizá-los equivale a perder dinheiro hoje.

Regra do NPV:
"Ao tomar uma decisão de investimento, escolha a alternativa com maior NPV. Escolher esta alternativa equivale a receber seu NPV em dinheiro hoje."

Vamos ao exemplo:

NPV = PV (Benefícios) - PV (Custos)
PV= Valor Presente

Vamos avaliar uma oportunidade de investimento:

É oferecido a você uma oportunidade de investimento em que receberá R$ 9.500,00 hoje em troca do pagamento de R$ 10.000,00 em um ano. Suponha que a taxa de juros livre do risco seja de 7% ao ano. Este investimento é um bom negócio? mostre que seu NPV representa dinheiro em seu bolso.

Solução:

O benefício de R$ 9.500,00 hoje já está em termos de PV. O custo, porém, está em termos reais em um ano. Convertemos o custo, portanto, pela taxa de juros livre do risco:

PV (Custo) = (R$10.000,00 em um ano) / (R$ 1,07 em um ano / hoje) = R$ 9.345,79 hoje.

O NPV é a diferença entre os benefícios e os custos:

NPV = R$ 9.500,00 - R$ 9.345,79 = R$ 154,21 hoje.

O NPV é positivo, então o investimento é um bom negócio. Realizar este investimento é como ter R$ 154,21 a mais em seu bolso hoje.

Este foi apenas um simples exemplo. Mas na vida real, podemos utilizar o NPV para tantas coisas... Um exemplo é quando vamos comprar um eletrodoméstico e ficamos em dúvida se pagamos à vista ou financiamos. Podemos trazer este valor à data de hoje e saber se estamos ganhando ou perdendo dinheiro.

Minha dica foi dada, espero que façam um ótimo aproveito!!!

NPV: Net Present Value
PV: Present Value


OBS: veja outra explicação sobre NPV na página "videos".

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Analisando um Investimento





Bom, hoje gostaria de ensinar a analisar um investimento com a taxa de juros livre do risco.
Quem nunca se perguntou: "será que estou fazendo a opção certa?" ou como aquela propaganda do civic onde um homem analisa se casa ou se compra uma bicicleta? eu pessoalmente concordei com ele no final, compraria uma bicicleta. Mas onde quero realmente chegar, é poder ensiná-los a comparar um investimento tendo como base uma poupança que rende mais ou menos 0,6% ao mês, pois é um investimento seguro e certo de seu pagamento no final do período. Podemos também usar outros índices como referência, mas aqui usarei a poupança.

Primeiro gostaria de colocar o significado da palavra TAXA DE JUROS, que nada mais é que uma taxa cambial ao longo do tempo que nos diz o preço de mercado hoje de dinheiro no futuro, servindo de parâmetro para investimentos.

Dito isto, usarei Rf para expressar a taxa de juros livre do risco. Isto é, a taxa de desconto que usarei.

Vamos ao exemplo:

Considero uma oportunidade de investimento com os seguintes fluxos de caixa garantidos:

Custo: R$ 1.000,00
Benefício: R$ 1.040,00

Como ambos são expressos em reais, pode parecer que custo e benefício são diretamente comparáveis, de modo que o valor líquido do projeto seja de R$ 1.000,00 - R$ 1.040,00 = R$ 40,00. Mas este cálculo ignora a cronologia do custo e benefício, e trata dinheiro hoje como equivalente a dinheiro em um ano.

Se você possui R$ 1,00 hoje, pode investi-lo. Por exemplo, se você deposita-lo em uma conta bancária que paga 6% de juros, terá R$ 1,06 ( 1 + Rf ) ao fim de um ano.

Reavaliemos o investimento que consideramos anteriormente, considerando, desta vez, o valor do dinheiro no tempo. Se a taxa de juros é 6%, então podemos expressar nossos custos como:

Custo: (R$ 1.000,00 hoje) x (1,06 em um ano / hoje) = R$ 1.060,00.

Este é o custo de oportunidade de gastar R$ 1.000,00 hoje investindo o dinheiro no banco.
Agora calculemos o valor líquido do investimento:

R$ 1.040,00 - R$ 1.060,00 = R$ - 20,00 em um ano.

Em outras palavras, poderia ganhar R$ 20,00 a mais em um ano investindo R$ 1.000,00 no banco. Devemos então recusar o primeiro investimento que nos renderia R$ 40,00 e um prejuízo de R$ 20,00 se comparado ao investimento no banco.

Este cálculo expressou o valor dos custos e benefícios em reais no prazo de um ano. Como alternativa, podemos utilizar o fator taxa de juros para converter esse valor para reais hoje.

Consideremos o benefício R$ 1.040,00 em um ano. Qual valor equivalente em reais hoje? Divido o benefício pelo fator da taxa de juros.
Ex:
(R$ 1.040,00 em um ano) / (1,06 em um ano / hoje) = R$ 981,13.

Agora calculando o valor líquido do investimento:

R$ 981,13 - R$ 1.000,00 = R$ - 18,87.

Mais uma vez o resultado negativo indica que devemos recusar o investimento. Faze-lo nos deixaria R$ 18,87 mais pobres. O melhor investimento seria a aplicação no banco.

Poderíamos também fazer de uma forma mais simples:

1/1+R = 1/1,06 = 0,9434.

Isto é, R$ 1,00 hoje vale menos que R$ 1,00 no futuro. Então seu preço reflete um desconto (0,9434 é menor que 1). O valor 1/1+R é chamado fator de desconto, pois fornece o valor pelo qual podemos comprar dinheiro no futuro.

Bom, aqui dei um simples exemplo, mas podemos através deste exemplo aplicar em vários outros investimentos a mesma lógica. Creio que a maioria de nós quando queremos muito algo, nem lembramos de avaliar se será ou não um bom negócio. Estudiosos sempre dizem para avaliarmos o custo de oportunidade de um investimento, isto é, em um caderninho mesmo podemos colocar os prós e contras de um investimento. Se houver um dado significativamente positivo, podemos seguir em frente. Ou prefere perder dinheiro?

sábado, 24 de julho de 2010

Análise Sistêmica Empresarial



Esta é a parte que mais gosto na área de consultoria. Por quê? Assim como existem ferramentas no ramo da medicina capazes de identificar várias doenças e métodos para assegurar sua saúde e prevenção, assim também existem fórmulas extremamente eficazes que aplicadas em conjunto, podem avaliar a real situação financeira de qualquer empresa.
  • Quer investir em ações e não se sente seguro?

  • Quer financiar um empréstimo a determinada empresa e ter margem de segurança que foi um bom negócio?

Bom, nada é 100% seguro, pode haver alterações substanciais em um relatório gerencial, manipulado para determinados fins. Porém, se as informações forem fidedignas e houver uma mão de obra capacitada para o serviço, as avaliações com base nos relatórios também serão.

Na realidade atual, exitem inúmeros índices para todos os fins desejáveis, cabe ao analista aproveitar o que melhor irá expor a situação a ser analisada.

  • Gostaria de saber quanto vale no mercado a empresa que pretende investir?

R: Uso um índice chamado Capitalização de Mercado: Ações em circulação x Valor das ações.

OU

  • Gostaria de saber a capacidade de uma empresa agregar valor a ela mesma utilizando seus próprios recursos?

R: Uso o ROE ou Return on Equity (Retorno sobre o patrimônio). Ele irá me indicar o percentual de retorno que obtive sobre o total do meu patrimônio. Calcula-se: Lucro Líquido / Patrimônio Líquido. Quanto maior o número, melhor o investimento.

Vejamos alguns índices:

ÍNDICES DE LIQUIDEZ

Os Indicadores tradicionais de liquidez evidenciam a situação financeira de uma empresa.


LIQUIDEZ CORRENTE:

Mostra quanto possui de direitos/investimentos circulantes para cobrir obrigações de curto prazo. Quanto maior o índice, mais alta a capacidade de financiar as necessidades de capital de giro. Adequado MAIOR que 1 ou 100.

Ativo Circulante / Passivo Circulante


LIQUIDEZ IMEDIATA:

Expressa a fração de reais que a empresa dispõe de imediato para saldar cada R$ 1,00 de suas dívidas. Adequado MAIOR que 1 ou 100.

Caixa / Passivo Circulante


LIQUIDEZ GERAL:

Mostra a capacidade de liquidação das obrigações com terceiros, utilizando direitos de curto e longo prazo. Adequado MAIOR que 1 ou 100.

Ativo Circulante + RLP / Passivo Circulante + ELP


LIQUIDEZ SECA:

Mostra a capacidade de liquidação das obrigações circulantes, utilizando direitos circulantes de maior liquidez – estoques. É o ativo que representa maior risco. OBS: não entra despesas antecipadas no AC. Adequação MAIOR que 1 ou 100.

AC – Estoques / Passivo Circulante


CAPITAL DE GIRO PRÓPRIO (ÍNDICE DE VALOR MONETÁRIO):

Mostra a existência de capital próprio financiando as necessidades circulantes. Muito utilizado. Adequado MAIOR que 1 ou 100.

Patrimônio Líquido / Ativo Permanente + RLP


Não postarei todos os índices aqui, são muitos e cada analista tem o índice que precisa. A cada dia mais índices surgem, que possibilitam uma nova análise no mercado. Espero ter ajudado ou ao menos esclarecido sobre o assunto.