segunda-feira, 31 de maio de 2010

Formação de Preço




Alguns meses atrás eu estava almoçando em uma boa churrascaria próxima a minha casa, e algum tempo depois descobri conversando com uma amiga que esta churrascaria havia sido fechada. O motivo afirmado por ela (ela conhecia o dono) foi dívidas. O dono não conseguiu honrar seus compromissos com os fornecedores e outros necessários para a sobrevivência da empresa. Fiquei de boca aberta, pois a churrascaria tinha uma bela estrutura, um ótimo atendimento e a comida era muito boa. Logo pensei, será que esta empresa tinha um bom consultor, ou no mínimo um bom contador? acho que não, se tivesse não tinha ido a falência.

Considero primordial nos tempos atuais o uso da formação de preço em todos os seguimentos empresariais, seja prestação de serviços, comércio e principalmente onde é mais utilizado nas industrias. Um bom administrador não deve se basear "somente" na pesquisa e avaliação do preço utilizado no mercado. Tá certo que muitas empresas se baseiam no preço que o mercado está oferecendo, mas é muito importante que a formação de preço seja no "mínimo" utilizada como parte do gerenciamento da empresa. Trabalhar sem um apoio desses é como dar uma arma a um cego e pedir que ele acerte o alvo. Na verdade ele nunca irá acertar sem que alguém o ajude, correto?

Então pergunto: Que ferramenta poderei usar para formar preço?

Para chegar ao preço a ser praticado, muitas vezes pode-se empregar o mark-up ( do inglês marca acima ), índice que, aplicado sobre os gastos de determinado bem ou serviço, permite a obtenção do preço de venda. O mark-up pode ser empregado de diferentes formas: sobre o custo variável, sobre os gastos variáveis e sobre os gastos integrais.

Soma-se os valores expressos em percentuais que influenciam no processo de formação de preços. São eles:


  • % Pis / Cofins;

  • % ICMS;

  • % Comissões;

  • % Despesas da administração / financeiras;

  • % Despesas fixas de vendas;

  • % Custos indiretos de fabricação;

  • % Lucro.

Assim aplicamos as taxas nas seguintes fórmulas:

Mark-up multiplicador: 1/1-soma taxa percentual

ou

Mark-up divisor: (1- soma taxas percentuais.)

O resultado do mark-up multiplicamos pelo custo do produto. Assim chegamos ao preço final do produto.




sábado, 15 de maio de 2010

Alavancagem Operacional





Depois de um tempo longe do meu blog, estou voltando a mil, super empolgada e com várias matérias para dar continuidade a meu projeto. Não pude escrever durante um tempo devido a causas pessoais, como diria na contabilidade: "tive uma reserva de contingência"... rs... em outras palavras, tive que dar maior prioridade em outros assuntos pessoais que não estavam no plano.


Gostaria de recomeçar hoje com um assunto que não é dado tanta atenção nas empresas, principalmente nas micro e pequenas, a alavancagem operacional. Meses atrás estava com uma amiga do curso de contábeis procurando uma resposta para o fato de não termos conseguido chegar à final do Desafio Sebrae. Na teoria (para meu grupo) estava tudo certo... mas na prática pecamos quando começamos o projeto inicial e o resultado apareceu lá na semifinal. Batemos cabeça e somente dias atrás descobrimos de fato onde pecamos: gastos fixos elevados e consequentemente uma alavancagem grande. Em outras palavras: quando davamos lucro disparavamos em nossa chapa, mas quando começamos a dar prejuízo, foi com gosto. Isso nos tirou por muito pouco da competição. Acredito que se não estivessemos pecado lá no início este fato, teríamos toda chance do mundo de estarmos na final. Aonde quero chegar? fato! estou trazendo ao mundo real o que aconteceu numa competição que traduz a realidade de um mercado em constante mudança e cobrança. A única diferença é que na realidade de uma empresa se isto acontecer ela irá quebrar.


A alavancagem operacional (diz-se GAO) é uma ferramenta de suma importância. É uma medida da sensibilidade do lucro operacional líquido a variações percentuais de vendas, é uma espécie de fator multiplicador. Quando a alavancagem operacional é alta, uma pequena variação percentual das vendas pode levar a uma variação percentual muito maior do lucro operacional líquido.


Conforme Garrison: "O grau de alavancagem operacional é uma medida, num dado nível de vendas, de como uma variação percentual do volume de vendas afetará o lucro."


Darei um exemplo: se uma empresa tem um GAO no nível 7 (que considero altíssimo) e há um aumento nas vendas em 10% num dado mês, isto significa dizer que para cada 10% de aumento nas minhas vendas, haverá um lucro operacional líquido de 70% em consequência desse fato. E se fosse o contrário? se houvesse uma diminuição nas vendas em 10% o mesmo iria acontecer. Haveria um prejuízo de 70% no lucro operacional líquido da empresa. Por isso considero o GAO super importante para tomada de decisões em uma empresa. O ideal é que ele seja de valor 1,00.


E como posso diminuir meu GAO? O ideal é dar uma olhada em seus custos fixos. Quanto mais elevados os custos fixos em relação aos custos variáveis, maior o grau de alavancagem operacional.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Missão, Visão e Valores


Você já se perguntou se a sua empresa tem uma missão, uma visão e um valor? Não?! Bom, acredito que ao montar um negócio, devemos primeiramente analisar "O que vamos oferecer", "Aonde queremos chegar" e "Princípios". Em outras palavras: missão, visão e valores da empresa.

Vamos analisar:


Missão


Acredito que todos, indepedentes de raça, crença e religião, temos uma missão na vida. Muitos não sabem, mas a verdade é que não viemos ao mundo somente para o ciclo: nascer, crescer, casar, reproduzir e envelhecer. Acredito que há um propósito especial para cada um de nós e devemos procurar por este propósito. Assim também é uma empresa que nasce, ela precisa de uma missão para sobreviver. Isto é, "Por que a empresa existe?", "O que a empresa faz?", "Quais clientes quero atingir?". Essas são as perguntas básicas para alguém que quer abrir uma empresa. Deve ser feito um estudo minucioso para que a missão venha dar certo.


Visão


"Aonde quero estar daqui há dez anos?" ou "O que quero alcançar daqui há cinco anos?".

A visão está relacionada a um médio ou longo prazo. São metas que a direção da empresa impôs atráves de um planejamento estratégico eficiente para chegar ao objetivo final.

Outro detalhe também bastante importante é que a visão precisa ser prática, realista e visível (nós não alcançamos aquilo que nós não vemos), pois não passará de uma mera alucinação, se ela sugerir ou propuser resultados inatingíveis.


Conforme Carlos Alberto de Faria:

A visão deve ter o perfil que a empresa deve se tornar quando toda a boa vontade, intenções, esforços, recursos e projetos, que se tem na cabeça e no coração, passarem pelas mãos de todos os colaboradores para se tornarem realidade, por construção conjunta.


Valores


Princípios ou crenças que a empresa deve adotar para tornar possível sua missão e o alcance da sua visão. Isto é, o que podemos oferecer para obter algum retorno.

São regras estabelecidas para que todos os integrantes da empresa sigam para o bem comum. Serve de guia prático e todos devem seguir.


Finalizando: Missão, visão e valores só serão alcançados se "todos", desde o presidente da empresa até a mulher do café, sigam a risca o que foi determinado. Não adianta cada um querer fazer do seu jeito. Deve ser acordado entre todos e seguido a risca. Só assim poderão ser alcançados os objetivos traçados a curto, médio e longo prazo.

terça-feira, 23 de março de 2010

A logística na empresa


Hoje amanheci extremamente inspirada para falar sobre a logística da empresa.

A logística é o setor de gestão encarregado por todo o andamento de uma empresa, desde o recebimento do pedido até a sua entrega ao cliente. Uma logística bem elaborada engloba três básicas perguntas a si mesmo:

  1. Como estou treinando meus empregados para atender meus clientes?


  2. Estou levando quanto tempo desde o recebimento do pedido até a entrega do produto final ao cliente?


  3. Faço algum tipo de pesquisa de satisfação com meus clientes depois da entrega do produto final?

Bom, acredito que estas três perguntas a si mesmo, se respondidas com sinceridade e na busca da melhoria onde o processo não está indo bem, pode promover futuramente uma significativa parcela de mercado (Market Share). O que quero dizer é que, quando um cliente se sente bem pelo tratamento e a atenção que lhe é dada, o retorno é que outras pessoas também se interessem em conhecer o serviço oferecido, aumentando a carteira de clientes e trazendo um diferencial para a concorrência no mercado.

Na década de 20, quando houve a grande crise da bolsa de Nova York em 1929, vimos que as empresas pouco ou nada importavam com este tipo de trabalho, apenas jogavam seus produtos no mercado e pronto. Mas hoje estamos em um cenário completamente diferente e os clientes querem mais, querem algo que crie um diferencial para que eles aprovem. Como dizem, o melhor marketing é aquele passado de boca em boca, e isto conta muito. Não só trazer clientes novos, mas segurá-los também, e é isto o que a logística deveria trazer nos dias atuais, a qualidade dos serviços.

Agora pergunto: Será que você está interessado nas mudanças, em arriscar mais para um melhor resultado? ou está tão seguro de si e de que tudo vai bem que não sai do mesmo lugar há tempos e nem percebe.

Lembre-se: Riscos grandes envolvem grandes retornos.

E como minha mãe dizia quando eu era menor: "Quem não arrisca também não petisca". Lembre-se disso !


domingo, 21 de março de 2010

A contabilidade como instrumento de análise


Pouco ou nada se sabe que a contabilidade não é apenas aquela particularmente "caracterizada" como: a ciência que estuda a AZIENDA (patrimônio da empresa) e toda sua evolução no decorrer da atividade. Aquela que gera balanços e que acorda com a política fiscal do país. Hoje vemos um leque aberto para a área contábil e pouca disponibilidade de informações repassadas para os diretores e administradores quanto a parte gerencial da empresa. O mundo está em constante mudança e crescimento e ainda hoje vemos administradores que não tem o conhecimento de quão necessário para uma empresa é a parte gerencial.

Devemos nos adaptar a esta mudança o mais rápido possível, como se diz: TIME IS MONEY !!!

O que quero mostrar é que a contabilidade vai muito além da "mera" contabilidade de nossos antepassados e que precisamos disseminar este fato, principalmente para agregar "valor" a classe. Não estou dizendo que a contabilidade financeira é menos importante que a gerencial, até mesmo pelo fato de serem casadas. Acredito que se andarem sempre juntas e com o máximo de precisão, unidas em um único objetivo comum e informações fidedignas, agregaremos um imenso valor a azienda.

Como vimos, a contabilidade tem um valor imensurável para "TODAS" (sem exceção) as empresas e devemos ultiliza-la da MAIOR e MELHOR forma possível, convertendo este trabalho em rentabilidade futura.





sexta-feira, 19 de março de 2010

O que é uma consultoria empresarial ?



Ao criar este blog, veio - me a cabeça um título ao qual muitos administradores de pequenas empresas devem se perguntar: "O que é uma consultoria empresarial?" ou "No que se baseia este tipo de serviço?" ou ainda "em que será últil para a minha empresa?". Por este motivo, gostaria de iniciar meu blog com este assunto. Pretendo explicar aos administradores de micro, pequenas e média empresas a sua importância.

Começo dizendo que muitos sabem que sete a cada dez empresas abertas no Brasil fecham antes de completar cinco anos de idade. O porque? certamente pelo fato de desconhecer o ambiente competitivo e o modo de lidar com isso. Acredito que se todas as pessoas que tivessem planos de abrir uma empresa, buscassem primeiro conhecer o ambiente, seus concorrentes, políticas econômicas, fiscais etc... essa empresa teria uma maior possibilidade de sobrevivência e consequentemente seu crescimento futuro. É fato! Planejamento gera benefícios futuros.

O que noto hoje é que muitos empresários decidem abrir seu negócio e simplesmente deixam na mão de administradores que "acham" que sabem o que estão fazendo, ou até mesmo administram sem o menor entendimento levando do modo que achar melhor, isto é, leva na "coxa".

Venho aqui alertar que "todos" em um certo momento precisam de um consultor independente para expressar sua opinião sobre a empresa. É preciso verificar falhas (nenhuma empresa é suficientemente boa em tudo) e corrigi-las antes que se agravem, tornando tudo ainda mais difícil ao administrador. O papel do Consultor é de identificar essas falhas e mostrar ao administrador para que elas sejam sanadas o quanto antes, através de ferramentas de trabalho e estudo do ambiente.

Muitos por considerarem até mesmo caro o valor da consultoria, não o fazem. Mas digo com toda certeza que nada se compara ao valor de uma boa consultoria e os benefícios que ela trará no futuro.

Recentemente conheci a história de um homem que tinha uma pequena padaria que dava ali seu lucro para sobreviver no mercado. Um dia decidiu vender para o irmão a padaria e este então decidiu contratar um consultor para saber aonde estava o erro, porque por mais que se esforçasse, este não saia do mesmo lugar. Meses depois da consultoria, sua padaria tornou-se uma das melhores do DF e o seu lucro hoje é de quase R$ 400.000,00 por mês, com abertura de outras filiais no DF.

Agora pergunto: não seria mais fácil você fazer hoje um investimento, mesmo que ache caro, mas que depois traria um bom retorno a sua impresa?


Concluo esta matéria por dizer: TUDO VALE A PENA QUANDO A ALMA NÃO É PEQUENA!!!